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Carlos Vidal, Círculos intermináveis

2015

Círculos Intermináveis

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Marco Moreira, de modo personalizado, inventa objectos com matérias inusitadas (tijolos de papel), marcações espaciais que se repetem ad infinitum, tudo apontando para uma radical rarefacção, um “quase nada” com que o espaço expositivo lida como lida com um conceito imaterial, mas físico, pois as coisas-obras estão presentes, e estão-no em modo de objecto (oco, vazio, reduzido a um sinal…). Isto é importante pois o autor tem nesta a sua primeira exposição individual numa galeria de referência.

Temos apenas na exposição círculos e lápis cortados em ângulos rectos, que os desenham. Estes lápis estão em recantos e em largas paredes. Os lápis recortados (“rudimentares” compassos) podem, eles próprios, estar ligados em círculos ou rectângulos, e cada um desenha o seu próprio círculo. À distância, não identificamos lápis ou desenho. Só espaço e tempo.

 

Carlos Vidal
Outubro, 2015

 

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