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Delineando: A fronteira entre o criador e o espetador

2015

Delineando: A fronteira entre o criador e o espetador
 

Entre lápis Viarco, folhas de papel e esferas de grafite, Marco Moreira inaugurou, no último sábado, a sua exposição Delineando, no Centro de Arte dos Paços da Cultura. Um trabalho sóbrio e interativo que tem por base, nas palavras do autor, “os processos que andam à volta do desenho”.

Marco Moreira é licenciado e mestrando em pintura, mas é na área do desenho que desenvolve o seu trabalho. Esta exposição ultrapassa a barreira da arte contemplativa e valoriza a interação com as obras: “Isto é uma reflexão que venho a fazer, na qual questiono a condição do criador, sendo que o espetador, se participa de uma forma ativa, passa também a ser criador. Eu questiono qual é a fronteira entre o criador e o fruidor, se é que ela existe”.

Ricardo Bastos, 50 anos, garante que a exposição reflete “muita criatividade e muita imaginação” e sublinha a utilização dos lápis Viarco nas peças: “Para mim, a Viarco e os lápis são quase uma memória de infância e nunca tinha imaginado ver aquele utensílio a ser usado de uma forma tão fixa e, ao mesmo tempo, com tanto movimento”.

O autor não consegue escolher uma peça preferida, mas Ana Santos, 25 anos, confessa que a sua obra de eleição é o tijolo feito de folhas de papel cortadas e sobrepostas: “É uma peça que obriga a que aproximemos o olhar e que estejamos mais próximos dela e em contacto direto”.

A exposição conta com trabalhos elaborados em 2011 e 2015, e está aberta ao público até dia 12 de setembro.

Sara Monteiro

 

Monteiro, Sara “Delineando: A fronteira entre o criador e o espectador”; Jornal Único. Disponível em: http://jornalunico.pt/delineando-a-fronteira-entre-o-criador-e-o-espectador/ Acesso em: Julho 2015

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